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La Luna | Niterói RJ
Era uma doce moça;
Branca, nevada, calada.
Olhar fundo, como um céu condensado:
Pluma miniatura do mundo.
Planava seu mármore corpo,
Retrato de meus olhos mortos
— Deleite, do andar que flutua...
Na dança: como se nua.
O sol a acompanhava
Como a uma flor, recém-nata...
Irradiando, como para mil florestas:
— Luz de sua ribalta.
Roubou-me a vida em segundos
(Muito poucos, quase nada),
Numa entrelinha pulsante vidrada,
Emoldurada no tempo parado.
A mim bastou, a sentir-me vivo:
Oxigênio (em brisa, em belo, em brasa),
Fecundando os sonhos, meu dia, a estrada...
Então, ela se foi, ligeira
— E eu a amei, enquanto respirava.
Branca, nevada, calada.
Olhar fundo, como um céu condensado:
Pluma miniatura do mundo.
Planava seu mármore corpo,
Retrato de meus olhos mortos
— Deleite, do andar que flutua...
Na dança: como se nua.
O sol a acompanhava
Como a uma flor, recém-nata...
Irradiando, como para mil florestas:
— Luz de sua ribalta.
Roubou-me a vida em segundos
(Muito poucos, quase nada),
Numa entrelinha pulsante vidrada,
Emoldurada no tempo parado.
A mim bastou, a sentir-me vivo:
Oxigênio (em brisa, em belo, em brasa),
Fecundando os sonhos, meu dia, a estrada...
Então, ela se foi, ligeira
— E eu a amei, enquanto respirava.



