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Cocota-San | Natal RN
Ó Diva, Ó senhora de meu altar
Tecido cintilante, estrela do mar
Beleza tanta que os raios de sol
Invadem as janelas a te iluminar
Eu te vejo deitada sobre meu peito
Onde me ajeito p’ra receber o beijo
Que insiste em fugir de minha boca
E que me deixa louco de tanto sofrer
E nessa volúpia extasiado de beleza
Tal qual príncipe de rara natureza
Busco a alma de algum poeta
Para te presentear as faces da lua
Despirei as minhas roupas
E as tuas belas peças poucas
Que nós em nós desamarrados
Livraremos os ditos pecados
Deixando a vergonha de lado
Em mãos e dedos mais ousados
Com a devoção de um sacerdote
Beijar-te-ei, como anjo, teu cangote
Tua lingerie, desejo em minhas mãos
Tal qual bruxa enfeitiçando meu nariz
Na solidão de meu coração aprendiz
Serpenteio o desejo de subir e descer
Com o olhar que não sabe o que fazer
Quando a serpente imerge tuas manhas
Tu me abraças com força estranha
Enquanto teu corpo aprisionado cavalga
O tronco robusto de minha alegoria
Dançando fogosa minha anatomia
Giram os corpos no paraíso perfumado
Ora p’ra cima ora p’ra baixo
Ora-pro-nóbis
Invertem-se as bocas de ervas aromáticas
Ora pra cima ora p’ra baixo
Ora-pro-nóbis
O criado mudo boquiaberto
A cadeira de braços abertos
Os sapatos a nos observar
A toalha enrolada sem saber o que dizer
Os lençóis envergonhados virando o rosto
Pra nosso prazer não esmorecer
É tanta beleza que os raios do sol
Invadem o quarto p’ra ver nosso prazer
Tecido cintilante, estrela do mar
Beleza tanta que os raios de sol
Invadem as janelas a te iluminar
Eu te vejo deitada sobre meu peito
Onde me ajeito p’ra receber o beijo
Que insiste em fugir de minha boca
E que me deixa louco de tanto sofrer
E nessa volúpia extasiado de beleza
Tal qual príncipe de rara natureza
Busco a alma de algum poeta
Para te presentear as faces da lua
Despirei as minhas roupas
E as tuas belas peças poucas
Que nós em nós desamarrados
Livraremos os ditos pecados
Deixando a vergonha de lado
Em mãos e dedos mais ousados
Com a devoção de um sacerdote
Beijar-te-ei, como anjo, teu cangote
Tua lingerie, desejo em minhas mãos
Tal qual bruxa enfeitiçando meu nariz
Na solidão de meu coração aprendiz
Serpenteio o desejo de subir e descer
Com o olhar que não sabe o que fazer
Quando a serpente imerge tuas manhas
Tu me abraças com força estranha
Enquanto teu corpo aprisionado cavalga
O tronco robusto de minha alegoria
Dançando fogosa minha anatomia
Giram os corpos no paraíso perfumado
Ora p’ra cima ora p’ra baixo
Ora-pro-nóbis
Invertem-se as bocas de ervas aromáticas
Ora pra cima ora p’ra baixo
Ora-pro-nóbis
O criado mudo boquiaberto
A cadeira de braços abertos
Os sapatos a nos observar
A toalha enrolada sem saber o que dizer
Os lençóis envergonhados virando o rosto
Pra nosso prazer não esmorecer
É tanta beleza que os raios do sol
Invadem o quarto p’ra ver nosso prazer



